sexta-feira, 25 de março de 2011

Vegetação

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quinta-feira, 10 de março de 2011

Apres Cerrado Bioloja

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Mata AtlâNtica

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quarta-feira, 2 de março de 2011

Reflexões Sobre o Espaço Geográfico.

  • Para enterder a sociedade humana a Geografia estuda sua apropriação sobre o meio onde se reproduz, o Espaço Geográfico
  •  Essa apropriação se dá ao longo da história de forma conflituosa, evolui com a evolução das técnicas, muda com a mudança cultural e se reproduz no cotidiano.
  • A paisagem cultural é a forma, a aparência desse Espaço, sua materialização. 
  •  O Espaço Geográfico é a manifestação espacial do que somos em conjunto (sociedade) e isso condiciona e desafia o indivíduo.
  • O Espaço Geográfico é portanto uma ação, daí sua contínua fluidez.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Rodovia, técnica e violência.

Segundo Milton Santos, as técnicas são um conjunto de meios instrumentais e sociais com os quais o homem realiza sua vida, produz e, ao mesmo tempo, cria espaço (Santos, 1996). São as técnicas que possibilitam ao homem impor sua vontade e seus objetivos sobre os ditames da natureza.

A partir da conceituação, temos que, ainda segundo Santos, o surgimento de uma nova técnica implica a reconstrução do espaço original com a refuncionalização do sistema de objetos naturais e artificiais em decorrência da alteração do sistema de ações.

Nesse ínterim, a rodovia, assim como a ferrovia, é uma técnica que ao instalar-se altera a apropriação econômica do meio natural e artificial pré-existentes; a ocupação humana; os transportes; as distâncias; o tempo; a percepção do espaço vivido gerando, segundo Gallais 1977 p. 4 citado por Corrêa 1992 p. 32, “uma cadeia relativamente neutra de unidades quilométricas” que, de acordo com Corrêa, ao eliminar certas especificidades do meio e estruturar-se com base na homogeneidade cultural imposta pela indústria, altera a concepção de espaço e tempo, antes concebidos descontinuamente, com bloqueios ou cortes brutais (Corrêa 2008 p. 32). Para um maior aprofundamento da discussão sobre diferentes concepções de tempo e espaço vide Harvey 2009 cap. 13.

A rodovia é por natureza estranha ao lugar. Muitas vezes dilacerante e mutiladora do espaço vivido, violentamente insere-se no cotidiano local impondo mudanças no traçado original das vias de circulação locais, demolição de prédios etc. que foram constituídos histórica e dialeticamente entre sociedade e meio. A rodovia é, nesse sentido, uma ruptura com o tempo e o espaço construídos pela sociedade local, uma vez que traz um ritmo externo à vida comunitária e violenta suas formas de manifestações espaciais que buscavam paralisar exatamente o fluxo do tempo (Harvey, 1992 p. 191 citação de Karten Harries). A rodovia é a vitória do fluxo sobre a forma, do dionisíaco sobre o apolíneo de Nietzsche, da fluidez sobre a fixidez, do passageiro sobre o “eterno”.









Bibliografia:



CORRÊA, R. L. Geografia: conceitos e temas. 11ª ed. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2008. Espaço, um Conceito-chave da Geografia.



HARVEY, David. Condição Pós-moderna. Uma Pesquisa sobre as Origens da Mudança Cultural. 18ª ed. São Paulo. Ed. Loyola, 1992.



SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço. Técnica e Tempo. Razão e Emoção – 4ª ed. 2ª reimpr. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006 – (Coleção Milton Santos, 1).

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Comedimento, o prazer precisa ter limites.

Todos aqueles que atingiram uma superioridade universalmente reconhecida possuem um traço em comum, reconheceram o valor das coisas simples, souberam limitar o prazer e por isso conseguiram fazer grandes coisas impossíveis aos homens comuns. Todos eles nos apontaram um caminho.

É o que se aprende, ou o que se deveria aprender, quando nos são cerceadas as condições materiais ideais, na velhice, na pobreza ou na deficiência física. Os religiosos que tomam atitudes radicais de enclausuramento e renúncia à vaidade, tentam forjar essa simplificação da vida para conquistarem a tranqüilidade e a profunda felicidade no ‘suficiente’, tal como Buda. No outro extremo, a juventude secular, no afã de conseguir a felicidade na superfície, a qualquer custo, perde-se num emaranhado de prazeres que nunca serão suficientes, um poço sem fundo. Atitude que a leva a contrair os maiores e mais perigosos comprometimentos na vida, dos quais somos todos testemunhas e autores.

Há que se buscar o meio termo entre esses extremos. Não podemos perder o convívio com a sociedade, pois são os conflitos sociais que nos aprimoram como seres humanos. Por outro lado, devemos estar atentos para as lições dos sábios: querer a máxima felicidade nos faz perder a mínima. A insatisfação gerada leva a querer sempre mais e nos insensibiliza para as pequenas felicidades alcançadas de tal forma que não vivemos o agora, tampouco o próximo momento, estamos sempre ansiosos por algo que, quando chega, não percebemos. Aqueles que vivem no amanhã fatalmente dirão: “eu era feliz e não sabia”.

sábado, 2 de outubro de 2010

EUTROFIZAÇÃO.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Poluição da água.

Eutrofização • Hipóxia (Ambiente) • Poluição marinha • Detritos marinhos • Acidificação oceânica • Maré negra • Poluição por barcos • Escorrência superficial • Poluição térmica • Águas residuais • Água inquinada • Qualidade da água • Águas estagnadas

Em ecologia, chama-se eutrofização ou eutroficação ao fenômeno causado pelo excesso de nutrientes (compostos químicos ricos em fósforo ou nitrogênio) numa massa de água, provocando um aumento excessivo de algas. Estas, por sua vez, fomentam o desenvolvimento dos consumidores primários e eventualmente de outros elementos da teia alimentar nesse ecossistema. Este aumento da biomassa pode levar a uma diminuição do oxigênio dissolvido, provocando a morte e consequente decomposição de muitos organismos, diminuindo a qualidade da água e eventualmente a alteração profunda do ecossistema.

O termo vem do grego "eu", que significa bom, verdadeiro e "trophein", nutrir. Assim, eutrófico significa "bem nutrido" e opõe-se a oligotrófico, a situação contrária em que existem poucos nutrientes na água, como acontece, em geral, nas águas oceânicas.

Estes processos podem ocorrer naturalmente, como consequência da lixiviação da serrapilheira acumulada numa bacia de drenagem por fortes chuvas, ou por ação do homem, através da descarga de efluentes agrícolas, urbanos ou industriais no que se chama "eutrofização cultural".

Eutroficação é aparente pelo aumento de turbidez na parte norte do Mar Cáspio.As principais fontes de eutrofização são as atividades humanas industriais, domésticas e agrícolas – por exemplo, os fertilizantes usados nas plantações podem escoar superficialmente ou dissolver-se e infiltrarem-se nas águas subterrâneas e serem arrastados até aos corpos de água mencionados. Ao aumento rápido de algas relacionado com a acumulação de nutrientes derivados do azoto (nitratos), do fósforo (fosfatos), do enxofre (sulfatos), mas também de potássio, cálcio e magnésio, dá-se o nome de "florescimento" ou "bloom" – dando uma coloração azul-esverdeada, vermelha ou acastanhada à água, consoante as espécies de algas favorecidas pela situação.

Estas substâncias são os principais nutrientes do fitoplâncton (as "algas" microscópicas que vivem na água), que se pode reproduzir em grandes quantidades, tornando a água esverdeada ou acastanhada. Quando estas algas - e o zooplâncton que delas se alimenta - começam a morrer, a sua decomposição pode tornar aquela massa de água pobre em oxigênio, provocando a morte de peixes e outros animais e a formação de gases tóxicos ou de cheiro desagradável. Além disso, algumas espécies de algas produzem toxinas que contaminam as fontes de água potável. Em suma, muitos efeitos ecológicos podem surgir da eutroficação, mas os três principais impactos ecológicos são: perda de biodiversidade, alterações na composição das espécies (invasão de outras espécies) e efeitos tóxicos.

Quando esta situação ocorre, a eliminação das causas da poluição pode levar o ecossistema de novo a uma situação saudável mas, se for um sistema fechado onde antes havia espécies que desapareceram por causa deste problema, será necessária a reintrodução dessas espécies para tornar o sistema semelhante ao que era antes. Estes problemas ocorreram em muitos rios da Europa e ainda não estão totalmente sanados.

Certos sistemas aquícolas promovem a eutrofização dos seus tanques para mais facilmente cultivarem espécies que se alimentam do fitoplâncton. Este prática deve ser extremamente bem controlada – e os resíduos ou efluentes da instalação tratados de modo a evitar a poluição do ambiente em redor.

Ambientes eutróficos podem estar também relacionados a processos naturais sem intervenção antrópica, como ambientes pantanosos, por exemplo.



Referências

↑ Fonseca, krukemberghe "Eutrofização" no site BrasilEscola.com acessado a 12 de outubro de 2009