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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Comedimento, o prazer precisa ter limites.

Todos aqueles que atingiram uma superioridade universalmente reconhecida possuem um traço em comum, reconheceram o valor das coisas simples, souberam limitar o prazer e por isso conseguiram fazer grandes coisas impossíveis aos homens comuns. Todos eles nos apontaram um caminho.

É o que se aprende, ou o que se deveria aprender, quando nos são cerceadas as condições materiais ideais, na velhice, na pobreza ou na deficiência física. Os religiosos que tomam atitudes radicais de enclausuramento e renúncia à vaidade, tentam forjar essa simplificação da vida para conquistarem a tranqüilidade e a profunda felicidade no ‘suficiente’, tal como Buda. No outro extremo, a juventude secular, no afã de conseguir a felicidade na superfície, a qualquer custo, perde-se num emaranhado de prazeres que nunca serão suficientes, um poço sem fundo. Atitude que a leva a contrair os maiores e mais perigosos comprometimentos na vida, dos quais somos todos testemunhas e autores.

Há que se buscar o meio termo entre esses extremos. Não podemos perder o convívio com a sociedade, pois são os conflitos sociais que nos aprimoram como seres humanos. Por outro lado, devemos estar atentos para as lições dos sábios: querer a máxima felicidade nos faz perder a mínima. A insatisfação gerada leva a querer sempre mais e nos insensibiliza para as pequenas felicidades alcançadas de tal forma que não vivemos o agora, tampouco o próximo momento, estamos sempre ansiosos por algo que, quando chega, não percebemos. Aqueles que vivem no amanhã fatalmente dirão: “eu era feliz e não sabia”.