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sábado, 24 de abril de 2010

BALBINA

Amazonas
29 de janeiro de 2010 | 0h 00

Estadao de S.Paulo
Legado da ditadura militar, a hidrelétrica de Balbina, no Amazonas, é imbatível no quesito "projetos desnecessários". Inaugurada em 1989, ela inundou 2,6 mil quilômetros quadrados de área de floresta amazônica - o dobro do lago de Itaipu - e sua capacidade de potência (235 megawatts) é 60 vezes menor do que a da hidrelétrica em Foz do Iguaçu e não é capaz nem mesmo de abastecer Manaus.


"A potência é pouca porque a queda de água é pequena, já que a região é muito plana", explica Alexandre Kemenes, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Como se não bastasse, Kemenes, que estudou Balbina em seu doutorado, explica que a floresta em decomposição sob as águas da represa emite hoje 11 vezes mais metano e CO2 do que uma termoelétrica movida a carvão com mesma potência.

"Os troncos de árvores ainda estão lá. No começo se pensou que a floresta seria totalmente decomposta em alguns anos, mas a água ácida da região decompõe o material de forma muito lenta."

Segundo o pesquisador, as bactérias de decomposição se multiplicaram e consumiram grande parte do oxigênio da água, causando a morte dos peixes e também o mau cheiro.

3 comentários:

  1. Se não fornece tanta energia, Por que continuar com esta hidrelétrica? Para poluir e matar? Além de prejudicar o meio ambiente, afeta os povos que vivem ali. Estes povos ficam sem fontes para matar a sua sede e até se alimentar.

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  2. As obras desnecessárias, características do governo militar afetam até os dias de hoje o Brasil. A população indígena se tornou há muito um empecilho para o desenvolvimento não-sustentável das indústrias que precisam de outras indústrias de base para sua produção. E infelizmente na mentalidade dos burgueses não conscientes o lucro e o "desenvolvimento" é muito mais importante do que o lar de milhares.

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  3. A construção da hidrelétrica de Balbina definitivamente foi desnecessária, uma vez que sua potência é pequena não podendo abastecer nem mesmo Manaus, além da imensa poluição que gera e a acidez da água que pejudica tanto a fauna quanto a flora e as tribos indígenas que morram em seus arredores.

    Larissa G.Nogueira Louzada (23)
    202- Voltaire de Itaipu.

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