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sábado, 4 de agosto de 2012

Centenário de Jorge Amado.

Nosso grande escritor, se ainda encarnado, faria cem anos. Sob as lentes da TV Globo, ilude-se a quem não conhece um pouco mais sobre sua obra, pois cria-se a fanasia de que ele teria sido uma espécie de Nelson Rodrigues baiano com a ênfase dada ao erotismo de "Gabriela Cravo e Canela".
Jorge Amado foi comunista roxo, suas obras "São Jorge dos Ilhéus"; "Terras do Sem Fi...
m"; "Capitães de Areia"; "Mar Morto" e até mesmo "Gabriela Cravo e Canela", entre tantas outras (socorram-me se esqueci algum título...) tratam do sofrimento do povo mais humilde face a dominação da exploração capitalista em nossas vidas; do descaso das oligarquias que sempre nos governaram; do feroz massacre que ocorre no campo brasileiro praticado pelos latifundiários, antes "coronéis", agora grandes corporações transnacionais em perfeito conluio com Brasília; da perseguição, tortura e assassinato dos militantes do comunismo no Brasil.
Não estou aqui defendendo qualquer posição partidária, meu intuito é dar valor ao verdadeiro Jorge Amado, aquele que utilizou seu dom para defender aqueles com quem ninguém se importa, nós.

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