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sexta-feira, 23 de julho de 2010

BAIA DE GUANABARA!

Símbolo maior de nossa condição de fluminenses, a Baía de Guanabara historicamente tem sido vista como elemento separador entre dois estados, entre dois povos, os “cariocas” e os “fluminenses”, mas essa feição geomorfológica é justamente o que nos faz irmãos, é o grande elemento unificador entre nós.

É a Baia da Guanabara que une “o Fundão” e seu centro de pesquisas aos bolsões de miséria do Boassu em São Gonçalo, os manguezais em Guapimirim à praia de Icaraí, o centro de Niterói ao centro da metrópole, os arredores de Magé a Duque de Caxias, afinal são as mesmas águas... É dela que avistamos e somos avistados pela Serra que nos circunda e pelo Cristo Redentor.



Obstáculo natural à circulação terrestre, ainda visto como fronteira entre dois estados, que há muito, por força de lei foram unificados, deve com urgência ser refuncionalizada, uma vez reconhecido seu imenso potencial de ligação entre lugares tão díspares e tão necessários uns aos outros.

A Baía merece um olhar mais atento, sua leitura nos fará perceber o quanto em torno dela vivemos, amamos, morremos e isso nos dará a identidade e o atual significado de ser fluminenses. A investigação da procedência e do destino da imensa circulação diária de mercadorias nacionais e estrangeiras, contrabando, drogas, mão-de-obra, lixo, esgoto, dejetos químicos, pesqueiros, petroleiros nos dará subsídios para entender os territórios que sobre ela estão demarcados, a dinâmica sócioeconômica de nosso lugar, sua inserção no Brasil e no mundo, quais suas perspectivas e a que hierarquias se subordina.





Carlos Alberto Carvalho da Silva.

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